Carnificina(2010) – Comic Review / Crítica

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Homem-Aranha e Homem de ferro, unidos contra à “carnificina” e a loucura. 

A minissérie em 5 partes em questão hoje é Carnificina, revista que foi lançada em 2010 pela Marvel Comics com Zeb Wells no roteiro e Clayton Crain na arte. A historia é bastante simples; após descobrir os restos de uma “criatura” que estava orbitando em volta do planeta, o milionário Michael Hall à resgata para usa-la de algum modo lucrativo. Após muito estudo ele resolve aplicar as células dessa criatura em bio-próteses, porem para o seu azar, a criatura em questão é o simbiotes Carnificina …e é aqui a parte em que você percebe que isso vai da merda.

De cara à primeira coisa que chama atenção na mini é a equipe, composta por Tony e Peter Parker, unidos por um bom proposito. Que se torna muito maior ao saber que toda uma companhia está se erguendo com base em amostras do simbiotes mais perigoso que já existiu. A união dois heróis é bem elaborada pelo fato de explorar uma ideia plausível, envolvendo tecnologia, ao mesmo tempo em que usa um clássico vilão do aranha como principal motivo de tudo.

A historia melhora ainda mais quando à personagem Tanis Nieves, psicologa, entra na historia. Pois ela é responsável pela melhor passagem da HQ, onde Carnage entra em sua mente e lá dentro inicia um combate mental contra o doutora para à dominar, porem o fato dela ser psicologa faz com que nenhuma das investidas do simbionte funcionem, ela até mesmo chega a expulsado por um longo tempo, coisa bastante difícil para um ser humano normal.

Um fato interessante sobre essa mini é que devido ao segundo filme do Homem de Ferro 2 está em cartaz no mesmo ano em que a revista, muita da formula do longa está contido em cada pagina em que o Stark aparece, ou seja, muitas daquelas imagens meio cibernéticas com informações do adversário ou local são mostrada na revista, o que da sensação de estar dentro da armadura. Coisa que a maioria dos novos roteiristas do ferroso esquecem de colocar em suas séries, o que me faz dar mais um ponto para essa mini.

A historia termina de um modo bem clichê, tipo de retorno de vilão. Não que eu quisesse que eles matassem o Carnificina, mas do jeito que a historia vai se desenrolando você fica meio que esperando que fosse acabar tudo bem melhor, do que acabou. O que deixa claro que a Marvel tem planos para o personagem, grande novidade não?

A arte de todas as edições são macabras que nem a historia, credito para Clayton, porem eu acho que ouve um exagero por parte do colorista. Pois sempre tem vezes que a cor é tão forte que o leitor não consegue identificar nada na imagem, o que acabe desvalorizando um pouco a arte, que nem tem excelentes traços. Que ficam perfeitos quando focados na armadura do Tony já que o rapaz tem os traços bem realistas, coisa que eu não estou acostumado à ver em revistas que não sejam independeres ou da Vertigo.

O enredo, como eu já falei anteriormente, é bem elaborado junto também aos diálogos que sempre rendem boas risas já que envolvem dois grandes piadinhas da Marvel. Mas quando tirado o foco dos protagonistas a coisa fica um pouco fraga. Não conheço muito do trabalho do Zeb Wells mas tenho certeza que deve ser bom, melhor até que dessa revista. Algumas coisas deixam a desejar nessa mini serie, porem ela é uma boa leitura, isso se você ignorar o exagero das cores.

  • Roteirista: Zeb Wells
  • Quadrinista: Clayton Crain
  • Colorista: Clayton Crain (Culpado)
  • Ano: 2010

7,0/10

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