O Indestrutível Hulk #1 ao #5 – Comic Review / Crítica

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É ainda houveram boatos que ele estava na pior…

Depois dos últimos “relativos” fracassos que foram as series do Hulk, a Casa das Ideias resolveu reerguer o personagem. E para uma tarefa tão importante como essa eles precisavam de excelente roteirista é uma arte deslumbrante, quem eles escolheram para essa tarefa? Ninguém menos que Mark Waid junto ao grande quadrinista Leinil Yu. Bem-vindos a revolução!

Depois de uma longa temporada de destruição e morte, Bruce banner resolveu desistir de matar à sua fera interior. Agora ele tem um novo proposito de vida, devolver ao mundo tudo aquilo do qual o Hulk o tirou o direito de ter, voltar a ser o gênio que um dia ele foi – chega de enredo leite com pera, agora Mark Waid está no comanda dessa barca, Porra! – Com isso Banner resolveu fazer algo até antes impensável, se tornar “O Canhão” da S.H.I.E.L.D.

Sim, você não leu errado, agora Bruce banner é um dos novos agentes da maior agencia de espionagem do estados unidos.

Mas uma vez o Waid acerta e como acerta. Excelentes diálogos, bons personagens, excelente uso do humor em situações tensas e boa construção de enredo ao longo das edições, tudo isso e muito mais se destaca na nova fase do Gigantes Esmeralda. Uma coisa que chama bastante atenção no enredo é que ele chega a ser verossímil, se o Bruce depois de mais de 20 anos não consegui matar o monstro interior, pra que continuar com isso? Ele corretamente desiste da sua jornada de “quase vingança” e volta a se focar na rua carreira cientifica – que já por causa do verdão está terrivelmente destruída – criando aparelhos e reconstruindo coisas que farão um excelente bem á humanidade.

Claro que tudo isso não sai de graça. Tendo em vista que agora ele é o cachorro de briga da S.H.I.E.L.D. que o usa para conter incidentes internacionais, basicamente o usando como uma bomba atômica. Acontecimento que aliais faz o Tony Stark suar frio – a melhor parte do primeiro volume é a discussão dele com o Bruce sobre suas invenções  – tudo isso porque antes de se tornar o monstro verde, o bom doutor era um dos maiores cientistas do mundo rivalizando apenas com o engenheiro Stark.

O mais legal de tudo é o fato do roteirista ser uma pessoa culta, que intende de tecnologias e ciência. Ou seja, você não fica lendo balelas sobre aparatos científicos que nunca poderão existir, Waid aplica bem seu conhecimento técnico nas engenhocas do Banner. O que enriquece mais ainda a historia e entretém o leitor, de modo a NÃO tornar a historia chata é sem sentido.

Sobre a arte: É quase nula a quantidade de coisas ruins sobre ela. Leinil Yu seus traços são limpos e chegam a ser bem realísticos, independente do que ele desenhe. O seu Hulk também é quase definitivo, ele não exagera nas veias (Ignore a capa) ou quantidade de músculos do gigante – o que costuma ser o erro dos quadrinistas ao trabalharem com series do verdão.

As cores também está bem controladas, sem exagero por parte do colorista. Até em algumas paginas chama à atenção a quantidade de cores usadas na arte, um leque de cores muito bem escolhido. Resumindo; as cores combinam bem com os traços do Leinil.

Com mais um excelente trabalho como esse; Mark Waid já se coloca no topo da lista dos melhores roteiristas da Marvel desse ano.

  • Roteirista:  Mark Waid.
  • Quadrinista: Leinil Yu.
  • Colorista: Sunny Gho.
  • Ano: 2012 – 2013 .

9,0/10

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