Homem de Ferro: Rapto – Comic Review / Crítica

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Teria sido melhor ir ver o filme do pelé.

O personagem Tony Stark, aka Homem de Ferro nunca foi muito bem trabalhado pelos roteiristas da Marvel. Claro, houveram tentativas e acertos dos quais deram origem a sagas como Extremis e O Demônio na Garrafa. Porem, os fãs do latinha (Eu) nunca leram nada do nível de “A Queda de Murdock”. O que sempre deixou os leitores com uma vontade imensa de ver o personagem ser melhor trabalhado e aprofundado por um roteirista de qualidade é intelectual superiores. E se você pensa que com Rapto você vera algo ótimo, eis que você se engana meu caro.

Homem de ferro: Rapto, do original “Iron Man: Rupture” (Quem foi o gênio que traduziu isso!?) nada mais é que uma serie lançada em janeiro de 2011 pela Marvel Comics (Avá!) que conta com o roteiro do Alexander Irvine (Demolidor Noir) e arte de Lan Medina (District X, Justiceiro Max) que aqui no brasil foi lançada em julho de 2013 pela nossa amada – nem tanto – PANINI Comics.

A “estória” é bastante simples e curta; Tony Stark descobre que tem um grave problema cardíaco e, decepcionado com os tratamentos tradicionais, decide criar uma tecnologia para se curar. Mas a situação acaba fugindo ao seu controle e ele se torna um refém de sua própria criação.

O enredo; em si e bastante básico. Os eventos da HQ – meio que – podem ser facilmente adaptados para o contesto dos atuais filmes do Iron, já que todos os personagens são conhecidos pelo publico nos filmes. Nada aqui é muito diferente do que se vê no filme, temos um Stark obcecado com sua tecnologia, uma Pepper Potts profundamente apaixonada é um Rhodes tão capaz quanto o próprio Tony.  O conceito das armaduras é o mesmo criado por Adi Granov e popularizado pela Marvel Studios. Ou seja, qual um novo fã pode ler essa revista sem medo algum de fica como cego em tiroteio.

Eu mesmo fui atrás dessa revista como fã é… digamos que não fiquei muito satisfeito com o que li. O enredo comparado com o que já foi feito na própria Extremis é fraquíssimo, não a nada aqui que seja inovador para o personagem, eles simplesmente se voltam para à fascinação que o latinha tem por si mesmo e seu medo de morre a qualquer momento. Devido aos fragmentos que estão presos em volta de seu coração, esse até é o motor principal dessa historia.

Depois de ter um enfarte e fica a beira da morte, tony é direcionado a um transplante de coração. Do qual ele terá que esperar um bom tempo até surgir um doador compatível. Isso nem mesmo é o que o chateia, ele apenas percebe que depois de um trasplante desse tipo as pessoas trasplantadas não vivem muito para contar como é viver com o coração de outra pessoa no peito. Então, ele resolve criar algo melhor e mais vindouro para, certa forma, o substituir.

Então é ai que tudo sai de controle…

O Stark acaba criando um modulo de vida auto-suficiente, ou inteligencia artificial, que resolve expurgar a humanidade, começando pela Torre Stark. Local do qual estão um grande quantidade de funcionários e claro, seus amigos. O que em alguns minutos torna o local um verdadeiro inferno tecnológico comandado por “Tony Stark”.

Tudo visto nessa HQ nada mais é que uma fracassada tentativa de fazer uma especie de “O que aconteceu ao Homem de Aço” com o Homem de ferro. Mas, de uma forma totalmente bizarra. Eles jogam o Homem de Ferro e seus amigos em uma historia de adeus “possível” que no final das contas é uma verdadeira cuspida na cara de todos o fãs. Pois, como você da fim à um dos personagens mais importantes do Universo Marvel de uma forma tão medíocre. Na própria criação de Alan Moore para o final das aventuras do Superman ,o ícone da Distinta Concorrência é tratado de uma forma toda especial, épica e melancólica. Trazendo um fim para todos os vilões dele e até mesmo amores mal resolvidos dele, o que deixou os fãs do azulão as lagrimas de tamanha felicidade de ler um fim tão emocionante para o seu querido ídolo, seria demais pedir para Alexander Irvine algo de qualidade e respeito semelhante para ps leitores tão sofridos do Homem de Ferro?

A arte; de Lan Medina é a unica coisa que foge de criticas, os traços do rapaz são bonitos e lidam bem com os aparelhos e armadura da revista. A Pepper dele é um das mais bonitas que eu já vi, sem contar que as paginas panorâmicas são excelente. Uma característica bem legal sobre ele é sua técnica de imagens sobre postas que mesmo sendo cortadas pelas linhas já tradicionais dos quadrinhos acabam formando uma unica imagem de cenário com varia etapas, o que dá uma certa “movimentação” dos objetos em cena. O combate retratado por ele também é ótimo, chega a passar um certo nível de  ação ao leitor.

No final das contas quase tudo aqui é decepcionante para muitos fãs de carteirinha do latinha, servindo apenas como mais um item de colecionar. Mas, para os leitores que estão apenas atrás de um material à mais para ler em seu tempo vago. Homem de ferro: Rapto até pode ser um boa leitura.

  • Roteirista: Alexander irvine.
  • Quadrinista: Lan Medina.
  • Colorista: June Chung.
  • Editor original: Axel Alonso.
  • Editor-Chefe original: Joe Quesada.
  • Tradução: Mario Luiz C. Barroso.
  • Letras: Maurício Wallace.
  • Editor: Paulo França.
  • Ano: EUA – 2011, Brasil – 2013. 

7,5/10

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5 comentários em “Homem de Ferro: Rapto – Comic Review / Crítica

  1. betomagnun disse:

    Se eu tiver uma grana sobrando até sexta feira talvez compre. Triste ver que algumas poucas pessoas acham Extremis uma boa HQ (provavelmente o pior trabalho do Warren Ellis.). Homem de Ferro eu salvo “O Demônio na garrafa” e “A guerra das armaduras” (a original e a versão utimate). De resto… Ele não dá sorte. Tipo o Matt Fraction até que mandou bem quando assumiu o titulo, mas hoje “Homem de Ferro e Thor” é um dos piores títulos nas bancas. Hoje não… a mais de um ano. heuheue

    • senhorsombrio disse:

      Eu comprava esse “Homem de Ferro e Thor” só para ter material do personagem na minha coleção, mas é tão ruim que eu desisti de comprar, a pior fase é do Fraction ^^

      “O Demônio na garrafa” foi umas das melhores coisas já feitas sobre o homem de ferro, depois dela vem “Extremis” já que fez ele subir para o primeiro escalão da Marvel de uma por todas. Guerra das armaduras eu acho fraco, bem fraquinho.

      Ainda tenho esperança que o roteirista de peso assumo o personagem…

  2. Glauber disse:

    Eu ia ler a crítica mas você diz que a história é suada, comprei hoje a revista, vou ler primeiro depois digo oque achei rsrsrs…

  3. Glauber disse:

    Eu li como eu disse que faria, história ruim demais

    • senhorsombrio disse:

      kkkkkkk… É bem fraca, lançaram na época do filme tanto aqui quanto nos EUA, acho que queriam surfar na onda da franquia dos cinemas.

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