Os Fugitivos #1 e #2 (2006) – Comic Review / Crítica

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Há, os bons e velhos tempos, saudade.

Antes de tudo eu preciso informar a vocês meu novo hobby (Se é que eu possa chamar de hobby). De certa forma, eu “meio que” entrei em uma vibe de comprar HQ’s usadas no mercado livre. Ou seja, pode ser que deves em quando vocês vejam análises de quadrinhos bem antigos, tendo em visto que eu estou me focando em material um tanto quanto velho da Panini. Então, desde já fiquem avisados, não vai ser sempre. Mas, pelo menos uma unica vez no mês.

A alguns anos atrás (8 anos para ser mais exato) à nossa gloriosa Marvel Comics resolveu, magicamente,, agradar o publico adolescente. Com isso surgiu um novo super-grupo no Universo Marvel, grupo do qual foi nomeado de Fugitivos. Tudo porque os jovens envolvidos no grupo fugiram de seus pais, que eram um tanto quanto… maus. Dai em diante, como o nome casou, ele passaram a atuar como Os Fugitivos.

É um tanto quanto difícil para mim resumir a origem deles. Mas, vamos lá; Nico Minoru (Mi amore!), Gertrude Yorke, Chase Stein, Karolina Dean, Molly Hayes e Alex Wilder (Já morreu!), amigos desde de a infância, se encontravam todos os anos durante reuniões “secretas” de suas familias. No ultimo desses encontros, presenciaram um evento chocante: os pais assassinaram uma garota num ritual de sacrifício! Os garotos fogem de casa, inseguros sobre o que faze. Então, acabam descobrindo que os pais, agindo como o grupo de supervilões Orgulho, deixaram uma surpreendente herança: superpoderes, equipamentos eletronicos avançadícimos e até um dinossauro! Os fugitivos encontram o Alberque, uma mansão soterrada por um terremoto, e lá começam a planejar o fim da orgulho.

…blá, blá, blá. Muita porrada e correria depois, eles conseguem derrotar os pais e resolvem seguir em diante. O que para nossa sorte é exatamente desse ponto em que nossa análise de hoje começa.

O mais legal dessa série é que todos os seus temas, independente do ano, continuam atuais. No grupo nos temos um garoto ultra rebelde, uma lésbica (Homo-sexual para os mais conservadores), uma gótica com problemas de automutilação e por fim geek que não se da bem com à sociedade. Ou seja, independe da época a revista ainda vai casar muito bem com o momento e com as pessoas que se encontra lendo-a. Mas, ainda existe outro grande fato que a fez ser um sucesso de vendas, com ela nos podemos viajar pelo submundo do Universo Marvel conhecendo de baderneiros até super-vilões. Desse modo essa é uma revista essencial para aqueles que querem se iniciar nos caminhos da Casa das Ideias.

No meu caso eu não tive a sorte de conhece-los logo em sua estreia. Eu apenas fui inciado em fugitivos por meio da Guerra Civil Marvel, que para quem não se lembra, afetou todas as revistas da editora. Fazendo assim o leitor ter de ler inúmeras revistas diferentes para entender o que se passava.

Sobre o enredo; um dos principais pontos fortes da HQ em si é seu forte nível de diálogos, que vão de referencias sobre Pink Floyd a até mesmo aprendizado sobre Judaísmo.  Sem contar  nas inúmeras piadas e cometários ácidos dos outros personagens do grupo, o que para um adolescente é pura diversão. Basicamente é isso; a revista se foca em temas adolescentes para agradar os leitores novatos e os mais antigos também.

Nas duas edições em si nos temos à apresentação e iniciação do Victor Mancha ao grupo. Sendo assim todo esse mini-arco – que foi bem mal feito pela panini – gira em torno do personagem novato, que não sabe ainda de que vilão é filho. Mas, enquanto ele não é entra na historia central os turmo dos Fugitivos está fazendo o que eles haviam planejado no arco anterior (e aliais, inicio de tudo) que era lutar contra os vilões de Los Angeles. Encarando logo de inicio ninguém menos que a Gangue da Demolição, que erroneamente resolveu mudar de cidade para lucrar mais facilmente sem os vingadores para atrapalha-los.

A equipe ainda pensa em por no grupo mais um órfão. Mas, acabando mudando de ideia quando o mesmo resolve fugir depois de ver seu verdadeiro pai ser derrotado por eles. O que logo nos passa para à subtrama da revista que gira em torno do Excelsior (Uma homenagem a Stan lee), uma entidade filantrópica de ex-heróis adolescentes, chefiada por Michiko Musashi (Turbo) e Phil Urich (O terceiro duende verde) que tem como objetivo ajudar os ex mocinhos a se adotarem a vida adulta. Disso nos deparamos com os não tão bem sucedidos Chris Powell (Falcão de Aço), Julie Power (Arco-iris, do quarteto-futuro), Câmara (Geração X) e o mais legal de todos Johnny Gallo (Ricochete), dai em diante à revista passa a ser uma comedia só.

No final das contas o leitor acaba descobrindo quem é o verdadeiro pai do Victor, quem era o benfeitor do Excelsior e o destino final deles. O grupo ganha um novo aliado e novos vilões são adicionados ao termino do arco, o que da um gás para mais historias, fazendo assim de um modo ou outros: tudo acabar bem (menos para à mãe do Victor, coitada…).

É impossível não rir com o nível de “pé na jaca” que esses caras se encontram. O Falcão de Aço mesmo rende uma boa quantidade de risas, pois o cara já foi um vingador e agora está numa pindaíba pior que a do Peter Parker. Sem contar que em certo momento da historia eles passaram a perseguir Os Fugitivos, o que torna tudo uma grande corrida maluca.

A arte é isso ai…

Antes de conhecer esse grupo eu não sabia da existência de Brian K. Vaughan (Y: The Last Man). Mas, depois de percebem a qualidade dessa revista eu passei à acompanhar mais de perto os trabalhos do cara. Aqui ele ainda nem era o grande K. Vaughan porem mostrava desde o inicio que não está para brincadeiras e que iria se tornar um figurão na Marvel. Ótimos diálogos e um excelente roteiro marcam as paginas dessa HQ que eternizou muitos personagens na cabeça dos leitores novatos da época. 

A arte; não ganha elogios, ficam apenas no roteiros mesmo, porque com Adrian Alphona na arte o que mais tem são erros. Nem mesmo com Craig Yeung na arte final o negocio fica bonito, para se ter uma ideia do ocorrido, na mesma revistas podem ser encontras capas de Jo Chen o que faz você pensar “Por que ELE não está encabeçando a arte da revista!?”. Tudo isso por causa do grande números de anatomias esquisitas de personagens e paginas mal acabadas, fazendo assim quase todo capitulo ter uma arte diferente da anterior. Porem, as cores estão bem legais, casando bem com os ambientes do desenhista que erra nas anatomias.

Ler Os Fugitivos 8 anos depois de seu lançamento não é mau negocio não. Tudo continua muito atual e divertido, fazendo você perceber o potencial que o grupo tinha em seu inicio. Alem disso, não à preço para algo que nos faz relembrar nossa adolescência.

  • Roteirista: Brian K. Vaughan.
  • Quadrinista:  Adrian Alphona.
  • Arte-final: Craig Yeung.
  • Colorista: Christina Strain.
  • Editora: Marvel Comics.
  • Ano: 2006.

8,0/10

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