Demolidor #2: Amigões da Vizinhança – Comic Review / Crítica

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Quando uma enredo é excelentemente bem elaborado, ele ultrapassa a barreira do que conhecemos como “historias em quadrinhos”.

Como bem sabemos à editora Panini Comics ( – “Nois odeia! Nois odeia pra sempre!”) continua o árduo trabalho de compilar e lançar por incompetência dela todas as edições do Cult moderno Demolidor por Mark Waid. Revista da qual fez muita gente voltar a comprar HQ’s em bancas e livrarias, dada a tamanha qualidade artista e literária empregada na obra; da qual um review da primeira parte pode ser encontrado aqui.

Para as pecinhas raras que nunca aceitam a opinião de um “manjador” do assunto, a revista em seu país de origem foi contemplada com o Premio Will Esneir de melhor obra original do ano de 2012. O que logo faz os detalhistas perceberem que essa revista já deveria ter chegado em nossas mãos há muito tempo…

Deixando as criticas de lado. por enquanto, vamos nos focar na revista em si. O Enredo; basicamente parte do ponto onde à ultima edição parou. O Demolidor continua tendo problemas para esconder seu alter ego do publico, mas o problema e contornado com muito humor e jogo de cintura por ele (com pode ser visto na própria capa desse post) que continua por se meter em situação um tanto quanto difíceis; o que são os eventos da primeira parte da revista onde ele tem que salvar um grupo de crianças recém acidentadas – e desde nascimento cegas – da uma morte congelante. Na sequência nos temos à continuação da historia sobre o Omegadrive; com participação especial da Gata-Negra e do Homem-Aranha para depois, por fim, chegarmos ao ultimo capitulo onde o homem sem medo enfrenta O Toupeira em uma historia da qual o senhor Mark Waid faz você ficar aos prantos de tão bem elaborada. 

De certa forma, a ideia de compilar todas as edições em uma unica revista foi a melhor ideia em décadas que a Panini já obteve. Desse modo a leitura é mais satisfatória e o leitor/colecionador/fã consegue abranger um maior numero de edições o que acaba por deixar ele com uma vontade imensas de continuar comprando, por perceber que em menos de 4 edições da compilação ele terá lido (mais ou menos) 16 edições da revista.

Uma outra grande vantagem para à editora, tende pelo fato da revista em si ser ligada à outra historia. No caso Justiceiro, que também está com uma nova fase, também bastante elogiada. Ou seja, sem querer querendo ela acabou se dando muito bem nessa historia de compilação; lucrando assim 2x mais com as revistas.

Entre todas as excelentes edições encontrada nessa compilação, vale se ressaltar uma unica: A batalha contra o Toupeira, que começa de algo simples como o roubo de alguns túmulos do qual entre eles se encontrava o corpo desmorto de seu pai e evolui para uma homérica viagem pelos subterrâneos de New York. Onde nos deparamos com um vilão frágil que traça um plano, não para ferir milhões, mas apenas para saciar sua saudade de uma velha amiga e amada, da qual não se encontra mais entre os vivos.

Bem, eu podia passar os resto dos 10 parágrafos elogiados o magnífico trabalho do homem que está re-criando o personagem. Mas, não irei. Tudo o que tenho para dizer sobre a parte do enredo, por fim, é que ela vale cada minuto de leitura perdido. E ainda me atrevo a disser que essa é a uma das melhores sagas já escritas nesses últimos 5 anos… chupa Distinta Concorrência!

A arte; encontrada na revista continua nas mãos do também espetacular Paolo Rivera que contem uma arte simplista mas ao mesmo tempo tão profunda e detalhada. Poucos artistas atualmente conseguem fazer o que Paolo fez nessa revista, dando vida aos poderes do Demolidor de uma forma nunca antes tão bem apresentada. Você praticamente sente na pele como é o mundo a partir “da visão de um cego” ou no caso de um ser sobre-humano. As planos abertos são lindos, a paisagem urbana são super detalhada e as sequencias de ação são muito bem executadas. Talvez o único erro seja mesmo à fisionomia de alguns personagem, que é um tanto quanto incerta.

Mas, junto com a arte final de Joe Rivera é quase impossível um leitor novato sacar esses erros. Disso eu dirijo algora meus elogios ao senhor Javier Rodrigues que é simplesmente um mago das cores que “magicamente” fez meus olhos não se queixarem da grande quantidade de cores empregadas, sendo elas milimetricamente bem empregadas.

No final da compilação ainda à historia extra, porem, ao meu ver ela é bastante inútil. Tendo em vista que está fora contexto com a historia. Eu sei que é o primeiro encontro entre o aranha e o demolidor, mas de lá para cada eles já se encontraram tantas vezes que perdeu até á graça junta os dois personagem.

Ao termino dessa review/análise tudo o que tenho a dizer é… COMPRE ESSA HQ O MAIS RÁPIDO QUE VOCÊ PODE HOMEM! 

  • Roteirista: Mark Waid.
  • Quadrinista: Paolo Rivera.
  • Arte-finalista: Joe Rivera.
  • Cores: Javier Rodiguez.
  • Editora: Marvel Comics.
  • Preço: R$ 18,90.
  • Ano: 2013 – Setembro.

9/10

 

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2 comentários em “Demolidor #2: Amigões da Vizinhança – Comic Review / Crítica

  1. Roger disse:

    Excelente post. Estou acompanhando tanto o Demolidor quanto o Justiceiro. Espero que a Panini lance esses dois heróis até o fim em forma de encadernado.

  2. […] Arte; é bem cartunesca ao estilo Demolidor do Mark Waid. Cheia de cores vibrantes e traços grosos, não chega a a ser ruim mas fica meio estranho para um […]

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