A Pro – Comic Review / Crítica

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Uma reles parodia escrita por Garth Ennis que acabou por fazer uma das maiores e melhores criticas a toda a hipocrisia da Distinta Concorrência.

O ano é 2002, época onde os neurônios ferviam e excelentes roteiristas estavam “pipocando” por todos os lugares. Entre eles existia um homem de certa popularidade, conhecido por obras como Hellblazer, Preacher e o constantemente recomendado Hitman; com obras desse porte ele estava chamando a atenção de muitos, não por ser um excelente roteirista, mas por ter uma visão de mundo a par dos outros. Com isso – apos sua chegada a Imagem Comics – Ennis resolveu “aloprar” de modo a levar um pouco de bom censo ao mundo colorido do qual os leitores da Distinta Concorrência vivem. Então, de sua genial cabeça brotou a ideia da Pro.

O Enredo; após realizar uma aposta com seu fiel robô assistente, o espiad… Inspetor resolve abençoar uma “jovem muito honrada” com poderes incríveis para provar ao seu descrente assistente que qualquer um pode ser um excelente super-herói e realizar grande atos de bravura. Mas o que dizer de uma prostituta com super poderes? Sim, foi isso o que ele fez. Dotou uma reles prostituta humana com varias habilidades sobre humanas para observar – e provar – de que bom modo ela usará tais habilidade, vindo ela de uma origem um tanto quanto… gozada. Mas, se você pensa que a historia para por ai, eis que se engana fortemente meu jovem, pois Garth Ennis ainda encontra tempo e folego para criticar não só os personagens da editora colorida como também os conceitos impossíveis que ela prega. Tudo isso com muito humor e sátiras geniais.

Eu nunca fui muito de acompanhar as obras do Ennis mas depois de ouvir tanto e tão bem sobre essa HQ em particular. Resolvi correr atrás dela… e cara; acabei por ter uma surpreendentemente divertida leitura. Por ser famoso em contar historias de um ponto de vista muito cru, aqui o roteirista humaniza o tão comum enredo onde um ser humano recebe poderes quase divinos, tornando tudo muito mais crível do que estamos acostumados; e claro, zoando muito no processo.

A ideia de transformar uma prostituta ferrada em um super-herói é hilaria ao mesmo tempo que genial. Pois, onde em toda sua vida você viu uma pessoa desse nível ser abençoada com tamanhos dons? Tudo aqui é tão nonsense e critico que devido a todos os quadrinhos dos quais nós lemos durante nossa infância e adolescência, adaptados para até mesmo o cinema, nós simplesmente adoramos à historia porque ela exemplifica coisas das quais sempre imaginamos e questionamos sobre os personagens em si. Como por exemplo; não é errado um garoto de 15 anos andar por ai com um bilionário quarentão que se veste de morcego a noite e mora SOMENTE com o mordomo?

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Depois do primeiro ato, você começa a pensar que essa será apenas mais uma historia de uma pessoa que se tornou super e que venceu as adversidades de sua vida… mas não! Garth te surpreende “escarrando” uma critica maior ainda do que a historia em si. Uma critica a um verdadeiro unicórnio que é a DC. Bem, se você é um daqueles que apenas lê uma das editoras e não se aproxima da outra. Sugiro a você que expanda sua mente; pois até mesmo para criticar um adversário você deve saber quais são seus podres e esse é o caso do Garth ele já esteve sob as asas da DeCepção o que o da credito para falar sobre algo do qual ele fez parte e viu de perto a podridão que é.

Pois meus amigos, eu acho difícil você nunca ter notado que tudo na editora acaba em pizza, nada do qual eles criam se aprofunda em um conceito real. Eles apenas pregam conceitos e metas para a humanidade que são inalcançáveis para um ser humano comum: Quem nunca mentiu na vida? Quem nunca senti-o ódio, vontade de matar? Quem nunca ajudou e acabou se dando mal por isso? Desse modo os personagens da editora são modelos de vida dos quais não condizem com a realidade em que vivemos.

E quando o Ennis resolve escancarar isso, ele faz bonito:

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Sacou a jogada ai?

Todo aquele grupinho um tanto quanto que errado é transposto nessa historia de modo a arrancar gargalhadas do leitor a todo momento, o roteirista explorar muito bem as falhas que estão desde sempre escancaradas neles. Desde de o modo de pensar a até mesmo suas ideologias falhas. Então é nesse momento em que você percebe que em toda essa comedia a uma mensagem do qual o roteirista quer passar aos leitores, algo que ele deseja expô a partir de seu ponto de vista pessoal.

Até mesmo no momento onde ele poderia apenas desenvolver um rápido combate com cenas engraçadas ele se supera e cria excelentes sacadas indo de cota racial a até mesmo  falta de atitude perante problemas sociais. Isso sem contar os “probleminhas” sexuais que são explorados…

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A Arte; do quadrinho não é exatamente o seu foco mas ela combina muito bem com à historia em si. Ela é simples e bem objetiva sem nenhum grande recurso ou nova técnica a se demonstrar ao leitor. Basicamente a artista aqui apenas adaptas as ideias hilarias e chocantes saídas da cabeça desse gênio louco. Cores simples também e bem empregadas contribuem para um rápida e não cansativa leitura.

Querendo ou não eu já falei e mostrei de mais sobre essa divertida historia cabendo assim, agora, apenas você ir atrás dela para realizar altas rizadas e formar sua própria opinião sobre essa obra prima de Garth Ennis.

  • Roteirista: Garth Ennis.
  • Quadrinista: Amanda Conner.
  • Colorista: Paul Mounts.
  • Editora: Image Comics.
  • Ano: 2002.

8,5/10

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