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Será que voltamos à magica era de Yu-Gi-Oh e Beyblade?

A muitas “eras” atrás um visionário senhor chamado Yoshiyuki Tomino , vulgo Hajime Yatate, teve a brilhante ideia de tirar o foco dos robôs gigantes e torna-los apenas peças numa guerra muito maior que eles. Desse dia em diante, depois de muito trabalho duro em equipe, ele criou o universo de Mobile Suit Gundam; ou como é mais conhecido aqui no novo mundo: Gundam.

Isso foi em 1979 caros leitores e de lá pra cá muita, muita coisa mesmo, mudou. O universo foi expandido varias vezes, novas versões para os mesmos Gundams foram criadas e diferentes tipos de historias foram desenvolvidas, o que nos leva até essa nova e grande re-imaginação do universo fantástico dos Mobile Suit’s.

Lembro-me muito bem da primeira vez em que vi um desses magníficos “robôs” (módulos de batalha moveis, para ser mais exato), eu era apenas mais um fã de animes em busca de coisas novas para acompanhar quando me deparei, no falecido Toonami (via cartoon network), com o clássico Gundam Wing. Uso o termo “clássico” porque na minha época já era considera velho mas o mesmo tempo lendário, pelo seu enredo espetacular.

Depois disso foi amor à primeira vista, me tornei um aficionado pela série. Agora, aqui estamos nós, na alvorada de um novo seculo…

Como comentei anteriormente; Gundam Build Fighters é a renovação de um(a) série/anime que estava um tanto quanto “desgastado” depois de tantos anos de existência e exploração da obra. Então os senhores da Sunrise resolveram se focar em algo novo, melhor, direcionado para o publico infanto-juvenil MAS sem desrespeitar os fãs mais antigos da série como falarei mais profundamente a seguir. 

O Enredo; Num futuro recente, as” GunPla Battles”, competições que colocam modelos Gundam de plástico uns contra os outros, tornaram-se famosas em todo o mundo graças à “Segunda GunPla Boom“. Sei Iori, estudante do ensino básico e único filho de um vendedor (que ficou em 2° lugar no rank mundial da competição GunPla), tem muito talento para a construção de GunPlas, mas é inexperiente nas batalhas entre estes robôs. Sei acaba por encontrar um rapaz misterioso, Reiji que, por seu lado, é dotado para os combates deste tipo. Juntos, os dois vão entrar nos Campeonatos Mundiais de GunPla, para tentarem alcançar a vitória nesta conceituada competição. Toda a primeira fase do anime se concentra nos combates do bairro em que vive o protagonista mas rapidamente avança para o campeano regional, novos personagens são apresentados e muito do antigo anime é revisitado para a alegria dos fãs de carteirinha mais antigos.

Bem, logo de cara eu aceitei bem a ideia de transformar o antigo universo do anime, hiper, violento e sociológico em algo mais… digamos que infantil. Obviamente todo o antigo enredo da franquia ainda está no topo da minhas lista de obras primas mas essa nova “roupagem” é bem vista por mim, tendo em vista que eles planejam revitalizar tudo, pois dessa maneira essa nova geração (que está fedendo a naruto) alcançar novos horizontes e percebem o quanto que esse anime tem a oferecer.  Alem do que, essa é uma ideia mega comercial, assim de certo alavancará as vendas dos brinquedos. Trazendo assim eles de volta ao grande publico.

Toda a ideia sobre as lutas, uso das partículas – de nome difícil – e o sistema de montagem do Gundam é sensacional. Isso sem contar o respeito que eles tiveram com a série original, fazendo os personagens terem a antiga série como um ponto de vista anterior sobre os grandes robôs; o que no final das contas se torna um anime dentro de outro anime (só vendo pra entender mesmo). Eles até mesmo homenagem os fãs pondo eles como sub-personagens o que faz pensar: “Tudo bem, vocês tem minha permissão para fazerem o que quiserem com o meu anime favorito”, o que é magico cara, magico.

Os personagens, ao meu ver, são um tanto quanto comuns. Nos temos o protagonista, o segundo protagonista (que é mais misterioso que o mister M), a garota que gosta do protagonista, o inimigo numero um do bairro em que vive o protagonista,  a turmo do colegial, o anti-herói que todo mundo gosta e por fim, mas não menos importante, os campeões mundiais. Dentre eles talvez o único que cative o telespectador seja Reiji que pelo andar da carruagem deve ser de outro civilização muito mais avançada ou ferrada que a nossa, o que me prende totalmente a série.

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Isso sim que é homenagem.

Outro detalhe legal é o respeito que os produtores tiveram com as outras etnias que “mais ou menos, mais ou menos…” são bem utilizadas, fazendo assim os momentos vergonha alheia e falta de pesquisa de campo nos países dos quais os personagens são serem poucos. Eles chegam a se ariscar em por outros idiomas no anime mas são poucas as vezes, o que já é bem mais aceitável que o Shingeki no Kyojin onde todo mundo fala a mesma língua e se porta da mesma maneira.

O mais incrível disso tudo mesmo foi eles conseguirem encaixar uma dicotomia entre o cavaleiro (quem luta com os Gunpla) e o ferreiro (quem constrói os Gunpla) o que torna tudo MUITO mais interessante, pelo trabalho que as pessoas que montam os robôs tem.

A trilha-sonora do anime é um espetáculo a parte. Recheada de mixes eletrônicos com J-Rock junto também a musicas de Industrial Hardcore que dão bastante emoção as lutas, a abertura é ótima e o encerramento não fica devendo em nada. Os sons das batalha, que em um anime desse tipo é o principal, está em um bom nível; poderia até ser melhor mas acho que isso é pedir de mais de uma simples anime.

No final das contas a série segue bem aquele esquema que todos nos conhecemos em Yu-Gi-Oh, Beyblade Chaotic (o ultimo desenho americano com classe). Temos os heróis lutando contra os antagonistas, os vencendo e descobrindo novos antagonistas até o derradeiro vilão, o que da muito tempo para que o fãs comprem os produtos e re-fortaleçam a série. O que não é tão ruim assim tendo em vista que a qualidade da série em si não é nada ruim e acaba por aumentar o catalogo de unidades para compra, tirando os clássicos que já se encontrão à venda.

8/10

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