Mulher-Maravilha: Os Novos 52 – Comic Review / Crítica

new52-mulhermaravilha-malditosinvasores

O grande Brian Azzarello  fez, com excelente maestria, algo do qual há anos os editores chefes da DC tentam. Tornou uma personagem horrivelmente besta em algo crível e amável.

*Aqui estarei analisando/criticando à primeira fase da revista “Mulher-Maravilha: Os Novos 52”, o que abrange da 1° até a 12° edição da revista.

Quem acompanha o blog sabe que eu não sou lá uma “grande fã” da DeCepção Comics, mas após ser tantas vezes indicado a mim as novas aventuras da Mulher-Maravilha nas mãos do senhor Azzarello, resolvi da uma chace a personagem. É, realmente, o trabalho aqui empregado é de uma qualidade muito diferente do que eu conhecia sobre a personagem de origem grega.

O Enredo; da inicio após o “coito” bem sucedido – o trigésimo numa contagem não oficial – do deus do trovão Zeus, que acabou por engravidar à garota do interior Zola. Algo do qual, obviamente, acaba por despertar o ódio da verdeira esposa dele à deusa Hera, que rapidamente resolve dar fim no fedelho o quanto antes para apagar a mais nova traição de seu marido da historia. Isso acaba fazendo com que Hermes – o mensageiro – parta em busca de proteger a criança do ódio de Hera, porem os eventos acabam por introduzir nossa (sua) querida Mulher-Maravilha em toda essa contenda. Se sentindo no dever de proteger o novo membro da “familia” ele prometer à Zola sua inteira segurança, com isso ela terá de enfrentar a fúria dos oceanos e o pavor do reino das trevas para proteger o guri de todos que o querem morto… ou pelo menos um pouco longe do limpo.

Como vocês devem ter percebido eu além de não-fã da Distinta Concorrência também partilho deu um pequeno desgosto pela personagem Diana/Mulher-Maravilha, tudo por acha-la um tanto quanto “arcaica” nos tempos em que vivemos. Mas, o senhor Brian Azzarello resolveu me mostrar que estou enganado é que ela ainda tem jeito para a coisa, adicionando assim em sua obra excelentes diálogos, retratações e bom domínio sob a mitologia grega que é imensamente rica em conteúdo.

Entre todas as coisa das quais eu gostei na revista a primeira em que me aprofundarei será a Mulher-Maravilha que se encontra totalmente (ao meu ver) repaginada, Brian tornou ela uma… personagem. Não mais apenas uma figurinha secundaria da qual somos forçados a gostar, aqui ela tem – finalmente – alguma profundidade sendo uma pessoa diferente de suas irmãs, mais afastadas, discrimina por sua semelhares por ser “divinamente” melhor que elas.

O Brian transforma a vida dela em diversos pontos o que a torna mais “acessível” ao leitor que sempre a viu como um rostinho bonito, ela agora tem dramas e problemas familiares para resolver.

Espero que seja cover do Motörhead ou pelo menos do Pantera. #DianaMetaleira

Os deuses gregos são outro ponto muito bom do qual eu aceitei – mais ou menos – bem, alguns foram muito bem remodelamos e se apresentam bem na historia. Outros não ficaram muito plausíveis, caso que ocorreu com o deus Hades sendo mostrado como uma criança sem amor no coração e solitária. Muito ao contraio do que a mitologia nos conta, onde ele é belo porem muito mal sub-locado. Apesar de alguns erros a maioria está muito representados, o que nos lembra um pouco – quem sabe – os Perpétuos.

Depois de ler muitas edições você passa a “pensar que conhece todos muito bem” até que o plot twist na historia o faz mudar de opinião. Fazendo assim mais pontos serem adicionados a cartela do Mr.Brian.

O incrível mesmo é uma série protagonizada por essa personagem (antes eu me referia a ela assim) rende algo tão bom e divertido de ler, o que vai contra tudo o que até mesmo os chefes da editora em questão pensavam sobre a personagem. Aqui temos uma grande viagem pela nova(?) mitologia do Universo DC que se mostra bem interessante mas nada tão fenomenal, ainda.

maravilha

tumblr_l9n1i91M5P1qablpd

Opa, ela saiu do armário?

A Arte; sim faz frente a até mesmo David Aja no comando do titulo “Gavião Arqueiro” o trabalho aqui apresentado pelo Cliff Chiang são DIVINOS de tão bem feito que são os traços, que aliais são bastante simples e com uma boa cor “saltam” magicamente para os seus olhos. Artistas como ele provam ao mundo que a arte nos quadrinhos não morreu. Tudo é muito vivo, simples e objetivo sem aquelas acréscimos digitais que se tornaram comuns agora, Cliff faz uma Mulher-Maravilha muito… humana; o que fica longe daquela imagem tão comum de uma mulher machona cheia de muculos loucos que eu conhecia.

No final dessa primeiro volume – por assim posso dizer – o resultado é primoroso. Continuarei acompanhado com toda certeza e espero me surpreender mais com essa nova boa série. Mas, planejo passar longe de qualquer outra coisa do reino dos unicórnios que é a DC.

  • Roteirista: Brian Azzarello.
  • Quadrinista: Cliff Chiang, Tony Akins e Dan Green.
  • Colorista: ?
  • Editora: DC Comics.
  • Ano: 2012.

8,5/10

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s