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Uma grata surpresa, vinda do mercado nacional de quadrinhos. 

Finalmente pude terminar à leitura de Piteco: Ingá. Uma Graphic Novel surgida no projeto Graphic MSP, projeto do qual está dando uma nova visão para o universo do senhor Mauricio de Sousa; universo do qual, existem vários personagens com uma enorme potencial e agora esse potencial está sendo explorado. Com isso o grande (e por mim, desconhecido) artista Shiko ficou responsabilizado pela adaptação moderno de Piteco, o homem das cavernas.

O Enredo; de Ingá da partida quando Piteco se vê em uma grande jornada para recuperar sua amada, que foi raptada pelos Homens-Tigre. Pessoas das quais tem um grande interesse na moça, um dos mistérios da historia. Assim, o protagonista junto com seu aliado partem em busca de resgatar Thuga. Porem, em seu caminho eles enfrentam diversos desafios e em mundos pre-histórico repleto de beleza e morte. Em Ingá o leitor não só faz uma grande viagem ao passado como também conhece um pouco mais da nossa própria historia.

Uma das primeira coisas que chamam atenção na obra é o uso de sua própria origem no enredo da HQ. Shiko, um paraibano, introduz no projeto um pouco de suas raízes dando assim uma verossimilhança à historia. Que conta com um grande objeto real em sua trama: A pedra do Ingá, monumento do qual eu não sabia de sua existência. Assim a produção do enredo ganhou algo a mais para emplacar de vez, elemento que acaba por enriquecer mais ainda à obra.

O mundo onde tudo se passa é uma das coisas mais legais, entre tudo, ele lembra um pouco (quem sabe) à Era Hiboriana. Por ter vários deuses, criaturas titânicas e tribos mortais em seu enredo. O que reforça ainda mais a aceitação do leitor, agrando ele em suas raízes na literatura americana com as tão poderosas DC e Marvel. Mas, nem por isso tudo passa a ser fantástico, o roteirista não se deixa levar e mantem à historia até o final com o pé no chão. 

Os personagens são outro bom detalhe, o Piteco por exemplo está um tanto quanto mudado. Agora ele é exímio caçador mas com seu background ainda da maneira clássica. Ou seja, um cara que quer viver à vida dele sem ter que se apegar a algo. Talvez por causa do mundo em que vive ser tão mortal. O Beleléu também continua do mesmo modo que era na obra original, com alguns mudanças, porém ainda um gênio cheio de “gadgets”. Agora, uma que mudou totalmente foi à Ogra, tornando-se um magnifica guerreira aos moldes da Xena.

Com isso o rapaz Shiko se apega as origens do quadrinho nacional e ao mesmo tempo da o seu parecer sobre à historia, tornando tudo mais “massaveio”.

A Arte; como podem ver está uma verdadeira joia. Excelentes traços e um ótimo trabalho de colorização tornam a arte da Graphic Novel um grande chamariz para aquelas que não se interessam pelas obras de artistas nacionais (tipo eu). Para vocês terem uma idia da qualidade, as paginas da revistas possuem uma qualidade de papel bem diferente do que costumamos ver pelas mãos da Panini. Assim, você sente ter comprado uma coisa totalmente diferente e melhor, o que traz uma boa satisfação.

Bem, no final se aventurar no mundo de Piteco por Shiko foi uma excelente experiencia. Bom enredo e uma incrível arte são os destaques da obra. Então, se procura ao novo e que “nade contra o corrente” essa será uma ótima pedida.

*Faltou os velociraptors, eu quero meus velociraptors Shiko…

  • Roteirista: Shiko.
  • Quadrinista: Shiko.
  • Colorista: Shiko.
  • Editora: Mauricio de Souza Editora e Panini Comics.
  • Preço: R$19.90
  • Ano: 2013.

8/10

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