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Nick Fury retorna ao selo MAX em grande estilo pelas mãos de Garth Ennis, em uma uma obra de qualidade unica. 

Depois de namorar por muito tempo alguns dos previews e capas das primeiras edições de “Fury Max – Minha guerra se foi”, eu finalmente criei forças para começar à leitura. Algo do qual foi muito gratificante para mim no final das contas, as primeiras edições da revista são extremamente chocantes; não só pela sua temática mas também por sua qualidade.

A minha pessoa (que linguajar é esse?) nunca foi muito de ler Marvel MAX, sempre tive vontade de obter e ler alguns dos títulos mas nunca encontrei tempo nem mesmo paciência para tal missão. Mas, agora finalmente deixei à preguiça de lado e fui atrás das primeiras edições de Fury Max (2012) por Garth Ennis. Antes eu tive um pouco de receio, por nunca ter lido nada sobre o personagem nesse selo especifico, o que demorou um pouco para eu superar mas no final das contas tudo valeu muito à pena.

O Enredo; em que nos é apresentado no Fury Max – Minha guerra se foi: Indo-China se inicia do ponto onde Fury resolve… desabafa. Com isso, ele se equipa com uma velho gravador e conta ao leitor algumas de suas aventuras mais sangrentas pelo tempo e pelas guerras. Inicialmente no titulo somos apresentados a dois novos personagens da mitologia do agente secreto, o primeiro é o Agente Hatherley (CIA) e com ele Shirley Defabio (Espiã? Não sei, pode ser…). Logo, Nick se vê no meio da maldita guerra da Indo-China, basicamente em seu inicio, cercado de inimigos ele mais uma vez é introduzido em mais um grande conflitos que deixará profundos ferimentos em sua alma. 

Eu não sou lá um grande conhecedor da extensa e grandiosa mitologia do personagem. Porém, acho eu que… talvez… esse seja um dos melhores títulos já escritos sobre o herói americano caolho. Tanto o contexto da historia quanto sua ambientação é muito boa, Ennis não é apenas um mero roteirista de quadrinhos mas um grande conhecedor da historia mundial. Não digo isso apenas por causa da qualidade da historia mas também pelos detalhes que ele emprega nela e a dualidade dos fatos, desse modo ele nunca da credito totalmente à apenas um lado do tabuleiro (se é que você me entende).

Como deve ser do conhecimento de todos. Os Franceses se ferraram na indo-china. E eu não digo isso para aumentar o estrago, eles realmente se ferraram bonito, paticamente não fizeram grandes estragos nas forças “comunistas” (eu quero aspas aqui, muitas!). Com isso o equilíbrio de poder na indo-china tinha tudo para se modificar e claro que nossos amigos americanos não podiam deixar isso acontecer, comunistas tomando mais uma parte do mundo… de novo? “Isso é uma afronta” logo Garth também explora muito bem isso mostrando o grande interesse que os Yankees tinham na área.

Outro ponto chave da revista é a terrível (no bom sentido… se é que eu possa falar assim) visão da guerra que o autor passa para o leitor. Além de que, Garth Ennis sempre gosta de mostra à realidade nua e crua dos fatos, com uma guerra desse nível ele se aprofundo muito mais mostrando o inferno que foi para os Franceses esse combate sangrento que marcou um lastimável capitulo da historia de sua nação.

Os personagens, como não poderia de ser, são bem trabalhados. Eles não chegam a ter tantos diálogos com o Fury como deveriam mas você compreende eles rapidamente e entende os seus pontos de vista junto à sua motivação para estarem ali. Um dos personagens que mais e destaca é Shirley Defabio, que deixa a entender, terá um grande papel nas próximas edições que se passam em um período próximo a essa guerra (A crise dos misseis).

A Arte; é um tanto quanto cartunesca. Porém, se encaixa muito bem com à historia, sendo bem detalhada e decisiva em alguns momentos de combate onde vemos o caus da guerra. O melhor dela é que bate muito bem com as mudanças temporais que terão daqui pra frente, assim não dando um aspecto estranho a obra.

Então senhores é isso. Nada mais falo do que; corra atrás desses volumes, talvez não sejam as melhores historias já escritas por ennis mas não ficam muito atrás disso não, ótimo enredo e arte fazem desse arco de historias uma joia rara e sangrenta… Como o publico old-school gosta e quer!

  • Roteirista: Garth Ennis.
  • Quadrinista: Goran Parlov.
  • Colorista: Lee Loughridge.
  • Editora: Marvel Comics.
  • Ano: 2011-2012.

9/10

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