Thor, Deus do Trovão #2 ao #11 – Comic Review / Crítica

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Uma das melhores sagas do deus do trovão dos últimos 5 anos? Talvez.

Finalmente consegui por minha preguiça de lado para terminar à leitura da primeira fase de Thor, Deus do Trovão na Marvel Now! que, pasmem, está com uma quantidade razoável de revistas boas. De certa forma Jason Aaron está reformulando o personagem dando historias que se encaixam melhor com o contexto do personagem, do que, ele simplesmente salvar o mundo de titãs espaciais e vilões super-evoluídos. Oras, sois vós deuses ou aventureiro galáctico?

Odin, pai de todos. “Concede-me a vingança. E se não me escutares, podes ir para…” Hel!

O Enredo; se desenvolve a partir do surgimento de uma terrível ameaça, para tudo e todos. Gorr, Carniceiro dos Deuses que deseja por um fim ao legado dos deuses de toda a existência. Porém, sua afronta aos divinos não acontece apenas em um período do tempo mas durante o passado, presente e futuro afetando assim o período de tempo de cada Thor. Ou seja, o fardo de enfrentar o deus na recai sobre apenas um deus do trovão mas sim, para todos os três. Gorr precisa ser parado de qualquer maneira não só por está massacrando os deuses mas também por planejar um filme terrível para todos eles. Assim, em sua jornada Thor fará terríveis descobertas sobre o destino dos deuses e também pistas sobre o sentido de toda aquela matança, para assim quem sabe descobrir a real natureza de seu inimigo.

Uma das melhores coisas sobre a revista é que ela possui um teor um pouco maior de violência do que estamos acostumados a ver em títulos mensais. Aaron, possivelmente, deve ter recebido carta branca da diretoria da Marvel Comics para roteirizar e junto com Esad Ribic ilustrar o arco da melhor maneira possível. Isso claro, sem extrapolar o limite que é imposta a títulos do universo tradicionais (voltado para o publico infanto-juvenil).

O roteirista transportou muito bem o herói de volta para as suas historias solo. Desse modo, criando uma ambientação mas próxima da mitologia de onde o personagem surgiu. Em diversos momentos é possível conferir Thor lutando entre os nórdicos e se aventurando em terras inóspitas. Tudo isso com aquele bom e velho tom nórdico, o que de fato, atualmente o personagem tem se afastado bastante. Por isso os fãs do personagem que estavam na espera de historias mais voltadas apenas para o filho de Odin e suas aventuras solo vão se agradar muito com esse novo arco.

O melhor de tudo mesmo é o fato de que todo o enredo está muito mais maduro, pelo menos no inicio, do que costuma ser. Aqui vemos o príncipe de Asgard se embebedando, transando, matando violentamente e sendo… “rude” mais de uma vez. Ou seja, esse é aquele Thor moleque de várzea, pronto para o que der e vier nunca se importando muito com as consequências.

Outro ponto muito interessante é o tema da historia. Tudo gira em torno da pergunta “São os deuses justos, devem eles nos governar?” e independe do quanto o Jason leve você acreditar que eles são os mocinhos, você ainda fica com aquele ideia na cabeça de que eles podem realmente ser um bando de imprestáveis que não ajudam em nada a vida no universo. Algo que em um selo como o Marvel MAX daria uma excelente discussão filosófica mas que mesmo aqui se desenvolve muito bem.

Além, um dos grandes destaques do arco é o vilão Gorr. O cara é mal, mas toda a sua malvadeza tem explicação. Quando se conhece a origem que ele tem você, de certo modo, aceita um pouco o que ele está fazendo. O entende, para dizer melhor. Gorr tem um passado com os deuses que o fez se tornar o que é hoje, o que fez com ele deixa-se seu pequeno planeta para começar uma chacina universal.

Mas, nem tudo são flores meu amigo. Nos edições finais do ultimo arco à revista se perde totalmente. O tom nórdico some e ela se torna apenas uma aventura galáctica ao estilo Guardiões da Galaxia. Queria um erro? Ai está, agora ele é todo seu.

Essa arte, no caso, não é do artista original da obra.

A Arte; o que dizer dessa verdadeira obra divina por Esad Ribic? Não sei ao certo mas eles não chegam a ser desenhos em uma papel, mas sim pinturas em um quadro. Ribic tem traços fortes e excelente trabalho com sombras, ao mesmo tempo em que Ive Svorcina completa tudo muito bem com essa excelente aquarela de cores, não muito fortes, turvas e limpas. Para os fãs mais saudosistas, isso vai lembra muito o trabalho do grande Frank Frazetta nas ilustrações nos livros de Conan – esperem… escrevi errado – COOONAN!! (pronto).

Por fim todo andamento do arco, viagens temporais e diálogos são muito bons. Algumas edições tem uma qualidade menor do que outras mas não chega a afetar o andamento geral da historia que em diversas vezes se divide entre os pontos de vista do Thor do futuro, Thor do presente e Thor do passado. Alguns dos personagens secundários são bens legais porém pouco explorados, tudo acaba ficando voltado apenas para o protagonista da revista, o que “pode e não pode” ser considerado uma falha. Jason Aaron ainda  encontra tempo para apresentar e trabalhar muito bom o seu vilão que acaba tendo um background muito bom, por  essas e outras considero “O Carniceiro de Deuses” e “Bomba Divina” um dos melhores arcos dos últimos anos.

  • Roteirista: Jason Aaron.
  • Quadrinista: Esad Ribic.
  • Colorista: Ive Svorcina.
  • Editora: Marvel Comics.
  • Ano: 20112012 (USA), 2014 (Brasil).

8,5/10

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3 comentários em “Thor, Deus do Trovão #2 ao #11 – Comic Review / Crítica

  1. Augustus disse:

    Legal seu review! Estou pensando em fazer um investimento e comprar as 10 edições de uma vez, vale a pena?Jason Aaron continuará escrevendo as historias do thor depois do primeiro arco? será que mantem o nível alto das boas historias? obrigado

    • senhorsombrio disse:

      Com toda certeza sim, esses é um dos melhores arcos do deus do trovão desses últimos anos, Aaron recebeu bastante liberdade criativa. Pelo que puder ver eles mantem a mesma equipe criativa até a edição #23 (mais recente), sim ele continua. Eu tinha parado de acompanhar essa revista, mas depois de conferir os previews de algumas edições fiquei com vontade de voltar ao “clubinho do thor” parem ser ótimas historias.

  2. João dos Santos Gonçalves de Brito disse:

    Amei, achei fantástico a arte, o personagem e as ficções

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