Thunderbolts #1 ao #14 – Comic Review / Crítica

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Acompanhe as aventuras do novo grupo de Thunderbolts reunidos por General Thaddeus E. “Thunderbolt” para consertar seus erros… ou do gênero, sei lá. 

– Essa revista parece ser boa.

– Claro, o chefe está nela. 

– Olha só, quebramos a formatação desse blog de merda… legal.

Com o fim da fase onde Luke Cage liderou e apostou muito no grupo de supervilões, veio também a reformulação de toda à Casa das Ideias. Reformulação nomeada Marvel Now! para alavancar as vendas e se igualar aos Novos 52 da DC. Com isso um novo grupo de roteiristas e desenhistas foram relocados para diversas outras revistas, uma das telas sendo Os Thunderbolts.

O Enredo; trata dos diversos problemas em o General Ross aka Hulk Vermelho acabou reunindo ao longo de sua vida. Tanto em solo americano quanto em territórios internacionais. Para resolvê-los, Ross acabou por reunir um novo time de “soldados” para reestruturar o grupo Thunderbolts, de modo até secreto. O grupo que está com a formação mais inusitada de todas e formado por: Justiceiro, Elektra, Deadpool, Venom (Flash Thompson) e ele próprio. No inicio tudo acaba girando em torno de uma pequena ilha localizada na indochina, porém, com o passar das edições tudo se torna sobre focado nos problemas de cada personagem e suas receptivas rixas.

Bem-vindos aos novos Thunderbolts.

A principio você acha a nova formação uma maravilha, um verdadeiro golpe de mestre roteirístico, mas com o passar das edições e leituras. Você percebe que não é bem assim que a banda toca. De inicio os fãs do Justiceiro logo sacam que o personagem está deveras descaracterizado, lembrando muito pouco o Frank que conhecemos – o que para os leitores novatos da editora passa batido – sendo isso o primeiro ponto a se discutir sobre o grupo.

Venom, agora Flash Tompson, é outro que não está nada bem caracterizado. As batalhas que ele trava contra a influencia do  simbionte aqui foram deixas de lado muito rapidamente, a criatura acabou por se tornar apenas uma roupa maneira. Pelo menos o seu lado “esquerdista” ainda está de pé e ele sempre discuti com Ross sobre o andamento das missões. Lembrando também que aqui ele está muito menos tático e mais desengonçado.

Por fim, entre os personagens, Deadpool é o que talvez vá fazer os fãs se decepcionaram mais. Seu potencial é muito deixado de lado, tornando assim o personagem apenas um cara idiota com alguns surtos psicóticos. Planos totalmente insanos que sempre dão certo? Aqui não. Além disso não vou nem estrar na questão dele amar a Elektra, porque isso foi uma artificio pra lá de merda que o retorista usou para dar química ao grupo.

Ross – Hulk Vermelho – sim, acaba se tornando sempre o grande destaque da revista. Sendo aquele cara com uma arma apontada para a cabeça e uma bomba nuclear presa ao corpo e cheios de segredos mortais.

A principio como falei tudo gira em torno de uma ilha sobre o comando de um terrível ditador, digo “a principio” porque logo tudo acaba de uma forma muito crua e eles partem para outra missão que de novo acaba, também, de modo precipitado. Alias, na segunda missão surge irmão da Elektra que nunca se deu bem com ela, agora ele é um terrorista, mas mesmo assim a senhorita nachos não consegue finaliza-lo. E esse se torna, por um certo tempo, um dos atrativos da revista; ela confrontado o senso de justiça do justiceiro.

Outro núcleo – um pouco interessante –  trata sobre sobre Clemência, uma personagem desconhecida por mim mas que aparenta ter um grande potencial. E talvez, no arco final, vá representar uma grande ameaça para o grupo. Que por mais badass que seja não tem à minima chance contra ela.

Os diálogos são bons e algumas vezes a rixa entre Deadpool e Justiceiro fica bem engraçada, porém o roteirista não consegue explorar isso corretamente o que sempre leva ele para becos sem saída. O enredo varias vezes se engata muito bem, mas termina tão mal que você automaticamente exclui da sua mente tudo o que leu antes. Outra grave erro são os excessivos pontos sem nó que ela vai deixando ao longo da historia (muitos e muitos), desse modo deteriorando mais e mais, a cada edição, até o final dos arcos.

Sobre o romance entre Elektra e Castle eu achei que isso foi apenas uma maneira boba de chamar atenção para a revista, mas até que não foi uma má ideia. Ambos tem o temperamento bem parecido e se dão muito bem juntos, o que torna fácil criar um romance entre os dois.

A Arte; nas primeiras edições até que não é tão má assim. O problema como sempre são as mudanças repentinas de desenhistas que a série tem, o que se tornou bem comum na Marvel Comics nesses últimos anos. Steve Dillon (Felipe Dylon!?) fica até a #6 edição para depois passar o cinturão para Phil Noto que da um banho na arte do Dillon, mas sem umas cores descentes ele até que cai de qualidade. Talvez o melhor da revista mesmo fique por conta de suas capas que são EXTREMAMENTE chamativas. Julian Tadesco merece ser muito bem creditado por esse espantoso e incrível trabalho de arte, do qual eu acredito que nem sejam os melhores dele de tão bem que ele desenha.

Bem, no final das contas mais uma vez temos uma revista de qualidade duvidosa na Marvel Now! que poderia ser bem amplificada se com o roteirista certo na direção. Para aquelas que são fãs do mercenários tagarela pode até valer a pena ler, agora se você gosta muito do nefasto Frank Castle; pode deixar isso de lado.

  • Roteirista: Daniel Way.
  • Quadrinista: Steve Dillon, Phil Noto, Julian Tadesco (capas).
  • Colorista: Guru eFX.
  • Editora: Marvel Comics.
  • Ano: 20122013 (USA), 2014 (Brasil).

7,0/10

 

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