Os Vingadores II: A Era de Ultron – Crítica

ultron-vingadores-malditosinvasores I had strings. But now I’m free. There are no strings on me…

A palavra “impossível” não deve existir no dicionário de Joss Whedon. Talvez essa seja a melhor forma de descrever o seu mais recente trabalho em Os Vingadores II – A Era de Ultron, muitas dúvidas surgiram ao longo do caminho; ainda mais quando foi anunciado ao público que Pietro e Wanda Maximoff estariam entre os novos personagens do Universo Marvel. Claro, não só por conta do modo como eles seriam transpostos a grande tela, mas também por conta da “brecha” no contrato com à 20th Century Fox que possibilitou essa incrível oportunidade de vermos os gêmeos em ação junto a equipe de vingadores. 

Pouco sabem disso, mas os planos inicias da Marvel Studios para a segunda fase de filmes não envolvia o Ultron. O grande plano era trazer Thanos para um segundo filme e concluir a obra com a vinda de Galactus, mas como todos devem saber isso também foi por água abaixo pôr conta da resistência da FOX em continuar a adaptar o Quarteto Fantástico para os cinemas, evitando assim o retorno dos direitos da franquia para a sua dona original. 

Bem, depois dos eventos de “Captain America: The Winter Soldier” os nossos heróis ainda se encontram lutando contra as últimas células da H.I.D.R.A, uma ameaça que por mais fraca que esteja ainda contem vários truques na manga. Dentre eles os Pietro Maximoff e Wanda aos quais o Barão Von Strucker se refere como “milagres” do novo milênio. Ambos dotados de capacidade que podem desestruturam e até mesmo causar o caos entre Os Vingadores. Com isso em mente, boa parte da trama inicial é baseada no combate entre os milagres e os vingadores ainda em busca do Cetro de Loki.

A introdução do filme é realmente incrível para os leitores da Marvel Comics. Varias referencias e personagens que “só os fortes” lembrarão. Tudo isso sem contar numa boa retratação de um dos maiores cabeças da H.I.D.R.A e também ótima ponta de Ulysses Klaw (que pode até mesmo retornar como ‘Garra Sônica’, quem sabe…), os personagens que foram muito bem retratados. No caso de Klaw, até mesmo melhorado. Neste primeiro ato é mostrado mais abertamente como os poderes de Wanda funcionam; chega-se até a uma explicação mais cientifica dos poderes da jovem e seu irmão. Tudo para deixar os expectadores apar da capacidade e poder bélico de ambos.

Mas, o filme realmente se inicia ao ponto que Stark recebe a visão (graças aos poderes de Wanda) do cataclismo que pode vir a seguir. Essa é a motivação final que resulta na criação da inteligencia artificial Ultron, inteligencia ao qual se liberta de suas correntes e começa um processo de evolução assustadoramente rápido. Por meio dessa evolução. eis que surge o objetivo – ou plano mestre – do vilão, paz, uma paz que só pode ser atingida com à extinção dos vingadores e toda a raça humana no processo.

O vilão, na minha reles opinião, o melhor até agora apresentado. É um grande retrato retorcido de seu pai (Tony Stark) enquanto que Tony tem o ideal de tornar o mundo um lugar melhor por meio da tecnologia. Ultron aprende que esse objetivo só pode ser alcançado de um único modo: Extinção. Extremamente boçal, super confiante e shakespeariano o vilão quase como um deus. Um fato deveras engraçado é que Ultron não é um vilão tão sombrio quanto estava proposto para ser, em alguns momentos ele até mesmo tonto, facilmente sendo atingido por comparações com seu papai e discutindo sobre a criação e objetivos com seu irmão mais velho Visão. Outro personagem que foi apresentado ao grande público por último e logo inicia uma ótima relação com Thor, responsável pelo toque final em sua criação.

Todo o roteiro do longa é muito bem fechado e deixa apenas as questões necessárias as continuações em aberto. Joss soube muito bem utilizar cada personagem e suprir suas limitações, levando em consideração a proporção do problema que eles enfrentam. Até mesmo todos os jogos mentais utilizados pelo personagem de Elizabeth Olsen são extremamente bem usados para mostrar ao público que essa continua sendo uma esquipe de personalidades muito fortes e que basta um leve soprar para que sua estrutura venha abaixo; iniciando combates interiores por rixas menores.

A trilha sonora é um ponto de honra entre toda essa grande obra. Se o tema dos vingadores já foi muito bem usado no primeiro longa, aqui Whedon nos apresenta diversas trilhas instrumentais e até mesmo opera entre todo esse mar de ação, comedia e aventura. O diretor soube muito bem mesclar o auge das cenas de ação com músicas orquestrais, reforçando assim a ideia de que essa é sua obra máxima.

É, se é um erro aquilo que você busca. Lá vem ele, a relação entre o Hulk e a Viuvá Negra fica muito largado, não se explica muito bem é ignora totalmente o “susto” que ela passou ao ter de enfrenta-lo em uma ambiente fechado. Como se ama alguém que tentou te matar tão rápido!? Mas, se longe o pior é ver ela a cada 15 min de cenas se jogar aos braços do doutor banner; fazendo assim nem ele mesmo entender o que está acontecendo. Sim, existe toda uma explicação ao decorrer do filme sobre o passado da personagem, mas a desculpa dela não chega perto do peso que é carregar um monstro destrutível e terrivelmente zangado dentro de si.

Por fim, tenho o grande prazer de falar que… sim. Joss Whedon consegue superar sua primeira obra. Tudo com mais cenas de ação, equilíbrio perfeito entre comedia e drama, completados com uma trama muito superior a simplíssima de “The Avegers” (2012). A utilização de personagens menores e um complexo vilão são as cerejas do bolo. Sendo assim este o momento final dessa gloriosa fase que chega ao seu fim, um grande reinado de alegria vinde o grande Joss Whedon.

  • GÊNERO: Ação/Aventura.
  • PRODUÇÃO: Marvel Studios.
  • DIRETOR: Joss Whedon.
  • ROTEIRISTA: Joss Whedon.
  • ESTREIA: EUA – 25 de Abril, 2015.
  • ELENCO: Robert Downey, JrChris EvansJeremy Renner, Scarlett Johansson, Paul Bettany.
  • ELENCO DE APOIO: Cobie SmuldersSamuel L. JacksonAnthony MackieAndy SerkisAnthony Mackie, Stellan SkarsgårdClaudia Kim.

9,0/10

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