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Hoje sua fé em Sigmar será posta à prova.

A franquia de jogos Warhammer, nos últimos anos cresceu bastante, multiplicando-se por diversas mídias. E agora, com o anuncio de um novo grande game pelas mãos da The Creative Assembly. Nasceu em mim um profundo desejo de conhecer mais sobre esse incrível universo, o que me levou até “Warhammer: Crown of Destruction” de 2008.

A HQ é ambientada no principal universo de fantasia produzido pela Games Workshop. Onde um grupo de guerreiros conhecidos como “grandespada” se envolve em uma trama maligna pela posse de uma coroa de imenso poder, criada nas profundezas do “Sub-Império” (ou Império Inferior) nas mãos dos Skaven.

Antes de iniciar a leitura, eu já contava com certo conhecimento do universo de Warhammer (mais do 40k do que do Fantasy), mas acabei por me deparar com universo bem mais rico do que imaginava. Ele se destaca por três fatores: Condes Vampiros com um reino soberano, os “Skaven” que são ratos que vivem em um complexo de tuneis embaixo da terra e a maneira como o reino dos homens está vivendo quase que em um período de renascença (além de serem divididos em distintas fações com base na Europa moderna).

A trama gira em torno de uma coroa, produzida pelos Skaven e que por acaso acabou nas mãos de um mago que planeja alongar sua vida com os poderes mágicos dessa coroa. O que acaba por ser um estorvo para um grupo de guerreiros que fazia patrulha nas bordas do reino. Uma trama bastante simples, mas que tem lá seus grandes momentos e viradas de jogo. O estilo de gênero da “capa e espada” presente neste universo tem um potencial muito bom para historia de guerra, ainda mais quando essas historias são produzidas por um “bom” roteirista.

O roteirista em questão é Kieron Gillen, um rapaz da qual eu odeio profundamente (por conta do desastre que foi sua fase na revista do Homem de Ferro), mas que acabou levantar certo prestigio entre os leitores de quadrinhos por trabalhos em editoras menores e Image Comics. Aqui, ele se inspira profundamente em quadrinhos dos anos 80 – muitas mortes, violência e poucos finais felizes – e ainda mais na mitologia de Tolkien; o que acabou por proporcionar um excelente quadrinho sobre o universo de Warhammer.

O grande problema – leia-se ponto negativo – é que a arte utilizada aqui é um tanto quanto “estranha” para os padrões tradicionais da industria. O desenhista Dwayne Harris, utiliza uma técnica e estilo de colorização não muito comum e que deixa os seus trabalhos com cara de projetos 3D. Com o tempo você se acostuma e até mesmo percebe alguns quadros realmente incríveis produzidos por ele, mas para um primeiro olhar é bem de acompanhar o desenvolver do trabalho.

  • Roteirista: Kieron Gillen.
  • Quadrinista: Dwayne Harris.
  • Colorista: Dwayne Harris.
  • Editora: BOOM! Comics.
  • Ano de Publicação: 2008.

7,0/10

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