Cavaleiro de Copas é um filme difícil…

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Um filme para imaginar como seria um Terrence Malick drogado. 

Depois de assistir alguns trailer de Knight of Cups (Cavaleiro de Copas – 2015) e ver diversas lindas imagens do filme espalhadas por ai, resolvi conferir a obra. Conheço boa parte dos filmes de Terrence Malick e também sua fama de bom diretor, mas nada anterior de Terrence me fez estar preparado para a execução desse longa.

Depois de todo o problema que o diretor obteve para si em Fonte da Vida (2006), que até hoje é um filme terrivelmente criticado e que ainda gera discussões em qualquer lugar em que é citado, o diretor resolveu lançar mais três obras antes de mais um possível intervalo. Os filmes são Knight of CupsTo the WonderWeightless (recentemente completado); como não sou um grande fã de filmes de romance, resolvi ir diretor para o Cavaleiro de Copas e eis que conheci minha ruína.

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O roteiro do filme é incrível, sem palavras de tão maravilhoso. Ele fala sobre todas as mazelas do ser humano ao mesmo tempo em que discute as duvidas do protagonista sobre Amor, ódio, solidão e virtude. Mas, ao mesmo tempo em que o ponto forte do filme é o roteiro de Malick à direção dele também acaba por ser o problema de tudo.

Eu não sei se ele faz uma direção confusa de proposito para passar a ideia de um protagonista realmente perdido em pensamentos ou se realmente não sabe o que está fazendo. Muitas vezes, no decorrer do filme, você tem que ignorar as cenas do filme para se focar apenas nos diálogos (leia-se “legendas”) do filme ou acaba se perdendo na narrativa confusa de Malick.

Como não poderia deixar de ser, tendo em vista o “renome” do diretor, temos os melhores e mais caros interpretes americanos. Nesse ponto o estúdio estendeu a mão ao diretor e o presenteou com um elenco milionário, o que depois deve ter sido um arrependimento e tanto.

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O protagonista da trama, Ben, é um roteirista que está em um busca de respostas para a vida vazia e sem sentido de burgues que ele leva. Ele está sempre em festas e envolvido com diversas mulheres, mas como o próprio diz “…me ensine o que é amar” ele nunca se apaixonou verdadeiramente. É, assim como qualquer ser humano normal, ele está em busca de um sentido para sua vida.

Minha concepção é que Terence tentou fazer um filme sobre esse vazio que nossa geração está vivenciando e para ao mesmo tempo debater sobre isso, só não soube como executar tudo em 2h de filme que não leva a lugar algum. Ao que podia ser muito bem debatido em um livro, mas que em um longa metragem se torna apenas uma emaranhado de imagens (lindas imagens) sem profundidade alguma.

Se Fonte da Vida foi um prato cheio para o críticos destruírem o diretor, esse filme vai ser um verdadeiro segundo Round para fazer  Terrence Malick beijar a lona por mais 6 anos.

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