Por que “OVERWATCH” foi eleito o jogo do ano em 2016?

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Hoje, isso e muito mais, será abordado aqui.

Nesse ultimo ano que se passou, ocorreu um fenômeno na industria chamado Overwatch, game que conseguiu angariar uma legião de fãs é de dinheiro. Que nada mais é que; um multiplayer de tiro em primeira pessoa desenvolvido pela Blizzard Entertainment voltado claramente (mas que os players insistem que não) para o publico mais casual da companhia/indústria.

Até ai, tudo bem. Quando se lança um game, sendo ele um AAA ou não, o mínimo que se espera é que a propriedade, em particular, gere uma boa quantidade de dinheiro para pagar os custos de sua produção e ainda realize um bom faturamento de ano para a companhia envolvida no projeto. Mas, no momento em que o jogo em questão recebe um prêmio – o mais importante da indústria – não por sua qualidade técnica, mas sim pela quantidade de titulo vendidos somado também a quantidade de player em sua comunidade… Então, ai nos temos um grave problema.

Um ponto que devo abordar antes de me aprofundar na questão, é que muito do orçamento do game – não se sabe quanto ainda – foi utilizado não em seu desenvolvimento, mas sim no marketing do produto. A Blizzard divulgou o game massivamente em todas as mídias possíveis é que podiam gerar um desejo no público de aquisição do título. Uma quantidade massiva de youtuber’s ganharam o que é conhecido no mercado como “kit promocional” que são muito comuns na propagando de produtos eletrônicos, mas que nunca antes havia sido usado de tal maneira na indústria de jogos.

O marketing foi muito bem planejado para gerar no publico um desejo de fazer parte da comunidade do jogo, tendo em vista que ao verem os seus “influenciadores de opinião” consumirem o titulo, eles também vão querer fazer parte daquilo sem levar em consideração a necessidade ou não se ter aquilo. Algo muito semelhante ao fenômeno do Minecraft, que nem de longe é um grande ou bem planejado game, mas que por ser jogado por crianças e também por incentivar o contato/colaboração entre elas; acaba por gerar o desejo em outras crianças em participar daquilo.

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Do ponto de vista de ser um FPS, Overwatch não é nada inovador. Ele apenas é um amálgama de games que vieram antes dele. Ou seja, misture em uma batedeira títulos como: “Quake”, “Unreal Tournament” e “Team Fortres” (Forte Concorrente) para se obter um não tão delicioso suco de Overwatch. Obviamente sem toda sua violência gráfica. Mas, claro que se você for um jogador inexperiente ou apenas um pessoa muito jovem, nada do que eu falei anteriormente vai fazer sentido para você e nem ao menos você vai ligar pra isso.

Até mesmo no quesito “gameplay”, que foi muito elogiado pela critica, ele é extremamente simples, não precisar ser nenhum mestre dos FPS’s para se jogar e qualquer criança com o tempo pode se tornar o terror da partida e o pior de tudo é que – opinião comum entre os players – ele é um jogo repetitivo.

No ano de 2016, que nem de longe foi um bom ano para os gamers, alguns bons e mais interessantes títulos foram lançados no mercado. O combate entre robôs de Titanfall 2, a tradição de Call of Duty: Infinite Warfare, as inovações de mecânica em Rainbow Six Siege e a quebra de paradigma de Battlefield 1; eram grandes opções para a premiação do The Game Awards levando em consideração a categoria “FPS”. Porque se levarmos a discussão para o lado de qual foi o melhor game do ano – o que mais teve impacto na industria é que representou um marco para o desenvolvimento de jogos no ano – não a como se negar que estamos falando de Uncharted 4: A Thief’s End.

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Outro ponto que levou ao coroamento do game, sem duvida alguma, foi a questão do Politicamente Correto em 2016. Não que eu apoie isso, muito pelo contrário. Mas, não há como negar que o ano foi marcado por um intenso debate sobre o que “consiste em tornar a linguagem neutra em termos de discriminação e evitar que possa ser ofensiva para certas pessoas ou grupos sociais, como a linguagem e o imaginário racista ou sexista” (definição segundo o não tão gloriosos Wikipédia). Sendo o game Overwatch um verdadeiro expoente da questão é que abraçou todas as causas ao qual estavam ao seu alcance é alçada para tornar o game agradável a todos os públicos; podendo assim se dizer que ele foi um jogo que abraçou a “diversidade” (busque por “diversity in games” no google e se prepare para um verdadeiro mar de merda).

Então, a premiação do game na categoria “melhor do ano” não foi relacionado a sua capacidade técnica ou gráfica e os avanças que ele trouxe para a indústria do ponto de vista dos desenvolvedores, mas sim por ser um game que levantou um alto capital, agradou o publico casual e ter se usado de um nível de marketing nunca antes visto na indústria; classificando assim a questão como um PRÊMIO COMERCIAL.

E no final das contas, a grande questão que fica é: “Será que a indústria dos games está desenvolvendo os mesmo problemas da indústria dos cinemas?”. Fica a dúvida e a reflexão.

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