Esquadrão Suicida #1 à #5 (Renascimento) – Comic Review / Crítica

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Um renascimento para o grupo mais suicida da DC Comics.

Depois da excelente fase dos Novos 52 que foi proporcionada por Adam Glass, o nível da revista caiu bastante ao ponto, deste que vos fala, desistir de ler a série. Agora, aproveitando a deixa dessa grande reformulação do Universo DC, resolvi marcar retorno ao mundo tão colorido e caótico da DC Comics.

Bem, para aqueles que não estão familiarizados como o que vem a ser o tal do “Rebirth”. Essa foi uma maneira, muito da inteligente por sinal, que a DC Comics optou para consertar todos os erros da fase Novos 52 que afastaram o grande público. Ou seja, não é um reboot propriamente dito; mas sim um “renascimento” de todo o universo em quadrinhos.

Apesar de que o grupo, durante a fase anterior, não tenha sofrido tantas mudanças graves assim, acabou por ser uma das poucas revista que se sobressaiu durante o reboot, mas isso não significa que ela tenha sido perfeita. Como muitos reclamaram da mudança física sofrida pela personagem Amanda Waller, ela acabou por voltar a ser uma baixinha-marrenta-mandona. Porém, a mudança também serviu para estreitar a imagem do grupo nos cinemas com a imagem do grupo nos quadrinhos, porque – como podem ver – eles reformaram o grupo para que os novos leitores vindos do mais recente filme, não estranhe a composição do time.

De início, não gostei nada do que eles fizeram com Esquadrão Suicida, os mesmos problemas que temos no filme acabaram por ser importados para o grupo nos quadrinhos. A química entre os personagem, o uso deles e também a composição do grupo não faz o menor sentido. Katan e Rick Flag estão perdidos entre um bando de malucos. E outra, desde quando um grupo de super-vilões com bombas instaladas em suas cabeças necessitariam de carcereiros para cumprir suas missões? Não, mesmo.

Apesar de tudo, a história não é ruim. São primeiras edições bem divertidas da trama. Temos mais uma vez a Força-Tarefa X enfrentando missões suicidas, morte e muito diversão. Além disso, os bons e velhos membros estão de volta ao grupo, Capitão Bumerangue e Pistoleiro continuam rendendo os melhores diálogos e loucuras do grupo, e a importância da Arlequina (que na fase dos “The New 52” era superestimada, foi diminuída). E, talvez o melhor detalhe sobre tudo isso, é que eles voltaram a assumir o cânone original da editora. Ou seja, agora as historias do grupo original voltaram a valer para esse universo, eles assumem que o Esquadrão é algo que está em operação já a vários anos.

Sobre a arte, o nosso caro colega Jim Lee (por mais que ainda seja muito odiado) está mandando muito bem. Não consegui identificar muitos erros gráficos ou preguiça por parte do artista e também nenhum erro de anatomia. Mas, vale lembrar que cada edição da revista contem duas arte, uma é da historia principal e a outra é um réquiem da vida pregressa de alguns personagens do grupo.

  • Veredito

Realmente o Rebirth chegou para por a casa em ordem e os ratos para fora, a DC está de volta aos negócios com força total e fazendo algo que a Marvel Comics já deveria ter aprendido: Ela está respeitando o leitor. Se estava afastado da editora nos últimos anos, essa é uma ótima hora para voltar; seja você um leitor antigo do esquadrão suicida ou apenas um novato. Um bom roteiro, uma arte aceitável e boas doses de diversão pontuam muito bem a qualidade dessa nova fase do esquadrão.

  • Roteirista: Rob Williams.
  • Quadrinista: Jim Lee.
  • Colorista: Alex Sinclair.
  • Editora: DC Comics.
  • Ano: 2016.

7/10

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