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Em um mundo dominado pelos nazistas, você vai se omitir ou vai pra guerra?

Há algum tempo atrás, eu terminei de assistir a primeira temporada de “The Man in the High Castle”. Uma série que é inspirada no homônimo livro de Philip K. Dick, onde os aliados perderam a segunda guerra e agora o mundo está sob o jugo das forças nazistas de Adolf Hitler, e onde os EUA foram divididos entre o regimento Nazista Alemão e o Japão Fascista.

A idéia distópica de um mundo governado pelos nazistas sempre foi motivo de muitas discussões entre geek’s em todo o mundo e até mesmo de PHD’s em história. Mas, isso nunca foi passado para nenhum mídia de modo amplo. Claro, tivemos nos anos 90 o não tão famoso filme “Nação do Medo” com Rutger Hauer. Sendo que o plano geral do mundo não era mostrado e nem os EUA, que no filme, era dominados pela Alemanha Nazistas. Agora, na série que estou tratando em si, metade do país se tornou território dos Nazistas e está vivendo uma guerra fria com o Japão (que na série está tecnologicamente atrasado em comparação com seus novos vizinhos germânicos).

Nas produções modernas para o público – seja ele via streaming ou para TV – contamos quase sempre com personagens forçados, estereótipos e até mesmo personagens que representam bandeiras ideológicas. Algo que está incomodando cada vez mais incomodando o público habituado com série de maior padrão de roteiro. Mas, para nossa sorte, em “The Man in the High Castle” não contamos com esse tipo de coisa e os personagens são bem honestos.

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Alexa Davalos, que fugiu do meu radar depois de “A Batalha de Riddick”, é um dos principais pontos positivos da série. Sua personagem “Juliana Crain”, não é forçada e se mete em problemas que não são tão absurdos assim e também não sai deles de maneira igualmente absurda; o que na minha humilde opinião é algo essencial para um personagem feminina forte em séries/filmes hoje em dia. Além dela, atuando muito bem, também temos Rufus Sewell que – como é de costume – está interpretando um vilão que faz um contraponto bastante interessante quanto aos mocinhos da série por conta de seus dilemas.

A série não conta com um grande orçamento, nem produção, Mas, ele é muito bem trabalhada e os produtores souberam se virar muito bem com o que eles tinham a disposição. Aliás, a série lembra muito o que vimos em canais como CBS e ABC, sendo que com um pouco mais de glamour e um roteiro que não faz você se sentir burro.

No final das contas, a série “The Man in the High Castle” é um bom entretimento, com um roteiro agradável e tem tudo para decolar em mais uma temporada de exibição. Comparações com outras série de maior orçamento não cabem aqui, mas eu tenho certeza que ela vai agradar até os mais exigentes. Então, se busca algo um pouco fora dos parâmetros e que não esteja tão englobado assim no politicamente correto, talvez essa série seja uma boa pedida.

7 / 10

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